O fabuloso acervo pictórico incluía pinturas de Paul Cézanne, Marc Chagall, Jean-Baptiste-Camille Corot, Degas, Eugène Delacroix, Henri Matisse, Claude Monet, Berthe Morisot, Pablo Picasso, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Georges Rouault, Georges Seurat, Vincent van Gogh e Grant Wood, entre outros. Em 1956, ele foi forçado a vender parte dessa coleção, uma das maiores do mundo de propriedade privada, para firmar o acordo de divórcio com sua esposa, a atriz e socialite Gladys Lloyd. Mesmo assim, restou um precioso lote para a segunda mulher, Jane Adler, depois da morte do astro na década de 70.
Nascido em Bucareste, na Romênia, em uma família judaica que se mudou para os Estados Unidos no início do século XX, notabilizou-se por personagens desagradáveis e violentos envolvidos no submundo, tornando-se o primeiro astro de Hollywood a fazer sucesso interpretando esse tipo de papel, marcando um estilo que seria seguido por Paul Muni, James Cagney, George Raft e Humphrey Bogart. Baixinho, feio, sofisticado, culto e excelente intérprete, acumulou fortuna e prestígio.
Atuou em clássicos das décadas de 30, 40 e 50 - como “Alma no Lodo” (1931), “Pacto de Sangue” (1944), “Almas Perversas” (1945), “Paixões em Fúria” (1948) e “Os Dez Mandamentos” (1956). Nunca levou o Oscar. Em 1973, seis meses após o seu falecimento, a Academia de Hollywood corrigiu o erro concedendo-lhe uma estatueta póstuma, “como ator memorável, patrono das artes, dedicado cidadão, enfim, um homem renascentista”.
EDWARD G. ROBINSON teve uma vida pessoal assolada por problemas. Apesar de reconhecido por suas atividades patrióticas durante a Segunda Guerra – inclusive, doando 100.000 dólares para o esforço de guerra e trabalhando em transmissões para países ocupados pelos nazistas (falava sete idiomas, incluindo iídiche, romeno e alemão) -, seu nome foi associado ao comunismo e teve que depor perante a Comissão de Atividades Antiamericanas. Por fim, terminou inocentado de qualquer suspeita.
Durante este período, ele também foi perturbado pelo desajuste de seu único filho, que entrou em atritos frequentes com a lei e tentou o suicídio várias vezes. Apesar dos contratempos, continuou sua incansável carreira atuando na tevê e no cinema até o ano de sua morte. Em 1956, voltou aos palcos da Broadway depois de uma longa ausência, fazendo grande sucesso com “Middle of the Night” e concorrendo ao Tony de Melhor Ator.
Atuou em clássicos das décadas de 30, 40 e 50 - como “Alma no Lodo” (1931), “Pacto de Sangue” (1944), “Almas Perversas” (1945), “Paixões em Fúria” (1948) e “Os Dez Mandamentos” (1956). Nunca levou o Oscar. Em 1973, seis meses após o seu falecimento, a Academia de Hollywood corrigiu o erro concedendo-lhe uma estatueta póstuma, “como ator memorável, patrono das artes, dedicado cidadão, enfim, um homem renascentista”.
EDWARD G. ROBINSON teve uma vida pessoal assolada por problemas. Apesar de reconhecido por suas atividades patrióticas durante a Segunda Guerra – inclusive, doando 100.000 dólares para o esforço de guerra e trabalhando em transmissões para países ocupados pelos nazistas (falava sete idiomas, incluindo iídiche, romeno e alemão) -, seu nome foi associado ao comunismo e teve que depor perante a Comissão de Atividades Antiamericanas. Por fim, terminou inocentado de qualquer suspeita.
Durante este período, ele também foi perturbado pelo desajuste de seu único filho, que entrou em atritos frequentes com a lei e tentou o suicídio várias vezes. Apesar dos contratempos, continuou sua incansável carreira atuando na tevê e no cinema até o ano de sua morte. Em 1956, voltou aos palcos da Broadway depois de uma longa ausência, fazendo grande sucesso com “Middle of the Night” e concorrendo ao Tony de Melhor Ator.
Comprando a sua primeira pintura a óleo em um leilão, em 1926, logo seu gosto fixou-se em pinturas impressionistas e pós-impressionistas. Comprometido e exigente, costumava visitar pintores e escultores em seu local de trabalho. Assim aconteceu com Henri Matisse, em Paris, e Marc Chagall, em Roma. Em 1939, encomendou a Édouard Vuillard um retrato de família. Em uma viagem ao México, visitou o muralista Diego Rivera, comprando algumas pinturas dele. Rivera mostrou-lhe aquarelas de sua esposa Frida Kahlo e EDWARD G. ROBINSON adquiriu várias delas. Ainda pouco conhecida, Frida ficou emocionada, escrevendo no seu diário: “Para mim foi uma surpresa tão grande que fiquei maravilhada e disse: ‘Dessa maneira eu vou poder ser livre, vou poder viajar e fazer o que bem entender, sem precisar pedir dinheiro a Diego”.
Sensível e educado, o ator era querido pelos colegas. Atuou em 40 peças e cerca de 100 filmes, sendo o último “No Mundo de 2020 / Soylent Green” (1973), ao lado de Charlton Heston. Em 1999, o American Film Institute (AFI) nomeou-o na vigésima quarta posição entre “As 50 Maiores Lendas do Cinema”.
Sensível e educado, o ator era querido pelos colegas. Atuou em 40 peças e cerca de 100 filmes, sendo o último “No Mundo de 2020 / Soylent Green” (1973), ao lado de Charlton Heston. Em 1999, o American Film Institute (AFI) nomeou-o na vigésima quarta posição entre “As 50 Maiores Lendas do Cinema”.
DEZ FILMES de EDWARD G. ROBINSON
(por ordem de preferência)
01
ALMAS PERVERSAS
(Scarlet Street, 1945)
direção de Fritz Lang
com: Joan Bennett e Dan Duryea
02
PACTO de SANGUE
(Double Indemnity, 1944)
direção de Billy Wilder
com: Barbara Stanwyck e Fred MacMurray
03
PAIXÕES em FÚRIA
(Key Largo, 1948)
direção de John Huston
com: Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Lionel Barrymore
e Claire Trevor
04
SANGUE do meu SANGUE
(House of Strangers, 1949)
direção de Joseph L. Mankiewicz
com: Susan Hayward, Richard Conte e Debra Paget
05
Um RETRATO de MULHER
(The Woman in the Window, 1944)
direção de Fritz Lang
com: Joan Bennett, Raymond Massey e Dan Duryea
06
ALMA no LODO
(Little Caesar, 1931)
direção de Mervyn Leroy
com: Douglas Fairbanks Jr. e Glenda Farrell
07
Um PECADO em CADA ALMA
(The Violent Men, 1955)
direção de Rudolph Maté
com: Glenn Ford, Barbara Stanwyck e Brian Keith
08
O ESTRANHO
(The Stranger, 1946)
direção de Orson Welles
com: Orson Welles e Loretta Young
09
O HOMEM que NUNCA PECOU
(The Whole Town’s Talking, 1935)
direção de John Ford
com: Jean Arthur
10
A MESA do DIABO
(The Cincinnati Kid, 1965)
direção de Norman Jewison
com: Steve McQueen, Ann-Margret, Tuesday Weld
e Joan Blondell







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